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Calvície Tem Cura

 

O primeiro a questionar se a calvície tem cura foi Hipócrates, pai da medicina, formulou um elixir a base de plantas e secreções animais,infelizmente ineficaz. Hipócrates referiu “grama não cresce em ruas movimentadas”.
A quantidade de soluções mágicas prometendo que a calvície tem cura é infindável. A grande maioria delas não tem nenhum fundamento e ainda podem piorar o problema. O importante é que não se deve utilizar nenhum medicamento sem a orientação médica. A seguir descrevemos os tratamentos mais tradicionais e o que há de mais moderno.

 


Calvície Tem Cura - Tratamentos Clínicos

Tratamentos clínicos são indicados para diversas causas de calvície, principalmente aquelas que estão no início ou que tem prognóstico para o retorno do crescimento dos cabelos. Nas calvícies androgenética, está indicado em indivíduos muito jovens ou no início do processo.

Minoxidil

Utilizada no tratamento da alopecia androgenética e eflúvio telogênico, é uma droga vasodilatadora que age nos vasos do couro cabeludo aumentando a irrigação do couro cabeludo, conseqüentemente dos folículos pilosos. Utilizada topicamente em uma concentração de 2 a 5%, diariamente. Seus efeitos colaterais são observados a nível do sistema cárdio vascular. A ação da droga ocorre somente durante a sua utilização. Esta droga foi utilizada inicialmente no tratamento da pressão alta, com o nome de Lonitem.

Finasterida

Utilizada no tratamento da alopecia androgenética na dosagem de 1 mg,somente em homens, é uma droga inibidora da enzima 5 alfa redutase, responsável pela transformação da testosterona em dihidrotestosterona, responsável pelo enfraquecimento do folículo piloso até sua morte. O efeito da droga ocorre geralmente após 3 meses ao inicio do tratamento e se mantém durante a utilização da droga. Os efeitos colaterais geralmente são a nível sexual, diminuição da libído e alterações do esperma e ou espermatozóide, distúrbios hepáticos e prostáticos, que devem ser monitorizados durante o tratamento, todos eles regridem após parar a utilização.
Corticóides
São utilizados em alopecia areata ou circunscrita, sob forma de injeções locais.

Vasodilatadores

Aqui temos o Jaborandi ou Pilocarpina, substâncias vasodilatadoras que melhoram a circulação sanguínea do couro cabeludo. O minoxidil também se enquadra neste tipo de droga.

Pill Food

Composto de proteínas, minerais e vitaminas que entram na formação do cabelo. Cabe aqui referir suplementos alimentares com esta função.

Laser de baixa freqüência

O Laser de baixa freqüência é aparelho que emite uma luz que penetra no couro cabeludo estimulando a vascularização local, que sabidamente e diminuída em pessoas que têm alopecia. Tal tratamento é realizado em sessões diárias que duram em torno de 20 minutos, no início mais freqüentes e posteriormente mais espaçadas, durante um período de 6 meses ininterruptos. O procedimento é indolor e não tem contra-indicações. Existem mais drogas que podem ser utilizadas especificamente, dependendo do etiologia da calvície, seu medico poderá lhe informar a respeito deles.

 

Calvície Tem Cura - Tratamento cirúrgico

Muitos cirurgiões plásticos impulsionados pela pergunta, calvície tem cura? Propuseram diverso tipos de cirurgias, infelizmente muitas ineficientes ou com resultado limitado, porem não há como negar que foram importantes para a evolução da especialidade e melhor compreensão da calvície. O texto abaixo não tem o intuito de julgar ou criticar nenhum tipo de cirurgia da calvície e sim orientar o internauta dos prós e contras de cada procedimento.

• Uma das primeiras cirurgias propostas foi a do descolamento do couro cabeludo cirurgicamente e a recolocação deste novamente no crânio, pois se acreditava que isto aumentaria a irrigação sanguínea do couro cabeludo, o que não altera em nada o processo da calvície, pois sua causa genética.

• A utilização de grampos colocados cirurgicamente no couro cabeludo para a fixação de próteses de cabelo, chamado de prematache, também foi tentada no passado, sem necessidade de outras explicações para o insucesso.

• Como a calvície androgenética não acomete a região lateral do couro cabeludo, foi e ainda é realizada por alguns colegas a cirurgia de retalhos de couro cabeludo. São vários tipos, tentarei explicar cada uma delas. Uma das primeiras é a simples retirada da área calva do couro cabeludo e tração das laterais da área com cabelo para diminuir a área calva. Em casos de cicatrizes em couro cabeludo com pequenas áreas calvas pode ser realizada, sabendo-se que uma pequena cicatriz ainda restara, em caso de cicatrizes maiores também pode ser realizado no intuito de diminuir a área calva e futuramente realizar em uma área menor calva o transplante de cabelos. Atualmente em calvícies androgenéticas não indicamos tal procedimento em decorrência a levar a mais uma cicatriz em couro cabeludo, alterar a implantação dos cabelos quando o couro cabeludo é levado para cima, a cicatriz tem grande chance de alargar além que provavelmente será necessário realizar um implante capilar na região ainda calva.



• Outra cirurgia proposta é a ressecção da área calva e a rotação de um retalho, que uma tira de couro cabeludo com cabelo ligado ao couro cabeludo(pedículo vascular), que é rodado e fixado na região antes calva. São vários os tipos dos retalhos que podem ser feitos. Este tipo de cirurgia apresenta na região frontal um bom volume de cabelo, porem apresenta uma linha frontal (cicatriz) que dificilmente alcança a naturalidade do implante de cabelos, além de causar uma calvície em outra região do couro cabeludo que antes não existia.

 



• Com o intuito de aumentar a área a ser coberta com os retalhos de couro cabeludo utiliza-se expansão do couro cabeludo, expandido com bolas de silicone que vão recebendo soro fisiológico semanalmente aumentando seu volume como a barriga de uma grávida. Também este couro cabeludo pode ser estendido com tração continua. Porem estes procedimentos diminuem a densidade de cabelo e levam a cicatrizes no couro cabeludo. Estes procedimentos se prestam a áreas de cicatrizes medias de couro cabeludo.

 



• Há muito tempo no Japão um médico observou que partes do couro cabeludo ressecados e colocados em outras regiões permitiam o crescimento dos cabelos. Ele tratou de muitos sequelados da 2 guerra que haviam perdido suas sobrancelhas. Outros médicos pelo mundo também começaram a realizar estudos para esta cirurgia ser utilizada na cura para calvície. Nascia o transplante de cabelos. Basicamente era realizado a ressecção de grandes tufos, com punchs, na área doadora de couro cabeludo, transplantados na área calva, com o intuito cobrir a calvície. O grande problema é que estes punchs levavam ao aspecto de favo de mel na área doadora e de cabelos de boneca na área receptora. Esta técnica atualmente foi praticamente abandonada.

• No Japão surgiu o implante de cabelos sintéticos, ainda realizado por alguns médicos, que do nosso ponto de vista e da sociedade brasileira de cirurgia plástica e do FDA americano, não deve ser realizado em decorrência as complicações que pode causar.

• Com o passar do tempo observou-se que estes punchs poderiam ser menores, os punchs de 4 mm foram abandonados. A área doadora era retirada em uma tira única e após suturada, permitindo uma cicatriz linear. Os pedaços de couro cabeludo, foram divididos cada vez mais, melhorando os resultados. A tira de couro cabeludo era dividida em single hair ou 1 fio de cabelo, micro hair de 2 a 3 fios de cabelos e os mini hair de 4 a 5 fios de cabelos. Iniciou-se então a separação dos fios com lupas e com o tempo com microscópios, tentou-se separar toda a tira de couro cabeludo em fios únicos, o que resultava em um resultado ruim, pois destruía as famílias foliculares, levando a perda de cabelos e um resultado chamado de cabelos de anjo.

• A definição de unidade folículo pilosa e famílias foliculares foi um grande marco na cirurgia da calvície pois com a microscopia observou que a raiz do cabelo tinham uma estrutura complexa. Nesta fase a utilização de lâminas oftalmológicas de alguns milímetros deram lugar as lâminas maiores ou mini punchs muito menos traumatizantes e com resultados melhores, era o inicio do moderno transplante de cabelos.

 

Calvície Tem Cura - O Microtransplante de Cabelos

Este procedimento é indicado em casos de alopecia androgenética e alopecias cicatriciais. Pode ser realizado em homens e mulheres em qualquer idade, salientando que em casos de crianças o principal critério será a vontade da mesma ou a dificuldade da vida social deste decorrente ao seu defeito. Cumpre ao médico o diagnóstico e estagio da calvície para indicar corretamente o transplante de cabelos

Por se tratar de um procedimento cirúrgico, o candidato deve realizar exame físico e laboratorial, descartando qualquer patologia, tornando o procedimento mais seguro. Na consulta será programada a linha pilosa frontal e aonde serão transplantados os cabelos, devendo haver um consenso em relação ao desejo do paciente e o que o médico pode realizar, ou seja, quanto maior a área a ser transplantada menor a densidade de cabelo obtida e maior o número de procedimentos necessários. São realizadas as fotografias pré operatórias em várias posições. Todas as dúvidas dos pacientes devem ser sanadas, tais como local, horário e cuidados antes e depois da cirurgia, como lavar os cabelos antes de ir para o hospital e tingi-los alguns dias antes da cirurgia, se houver necessidade. Em casos de pacientes de fora de São Paulo ou do Brasil todos estes passos podem ser realizados por internet ou telefone agilizando o procedimento e tornando sua estadia o mais curta possível.

O procedimento é realizado em ambiente hospitalar. A equipe é composta em média por 7 pessoas altamente capacitadas inclusive anestesista, responsável em garantir a segurança do procedimento anestésico e a ausência de dor ao paciente, a anestesia é local com sedação. O paciente entra e sai dormindo do centro cirúrgico, não tendo percepção do procedimento. Ainda no quarto o anestesista terá uma breve conversa com o paciente perguntado novamente sob sua saúde. Será discutido novamente, a linha pilosa frontal e área a ser transplantada, ambas serão desenhadas, inclusive a área doadora que será retirada. O paciente recebe a sedação é vai dormindo para o centro cirúrgico. Após o posicionamento e monitorizarão é iniciada a anestesia local seguida da retirada da área doadora. Geralmente a região doadora é comprida é fina ao contrário do realizado antigamente nos transplantes de cabelos, que apesar de mais curta era muito larga levando a alargamento da cicatriz, impossibilitando o paciente de utilizar um corte de cabelo mais curto. Vale à pena salientar que a retirada da área doadora mais longa permite que a tira seja mais fina resultando uma cicatriz mais fina, quase que imperceptível, concomitantemente a sutura tricofitica também é realizada, seguindo a orientação das melhores referências de cirurgia de calvície do mundo, com o intuito de não somente propiciar um ótimo resultado na área a ser transplantada, mas também onde retiramos os cabelos. Em alguns casos os cabelos são retirados compridos e transplantados comprido isto deve ser discutido com o seu medico.

A área doadora é então entregue as auxiliares que separam as unidades folículo pilosas e famílias foliculares que são mantidas sob refrigeração no intuito de diminuir o seu metabolismo e não causar danos aos folículos, enquanto estão fora do corpo humano. A separação com estes instrumentos permite a manutenção da integridade da anatomia dos folículos pilosos, permitindo um aproveitamento muito próximo dos 100% da área doadora retirada. Atualmente a manutenção dos folículos é em soro fisiológico e plasma do próprio paciente. Tais folículos por serem da mesma pessoa não apresentam nenhum tipo de rejeição. Muitas pessoas perguntam se folículos de algum familiar ou doador pode ser utilizado, infelizmente não, pois com o tempo estes sim apresentam rejeição. Respeitamos a anatomia das unidades folículo pilosas, separando as unidades com 1, 2, 3 e 4 fios que serão transplantados organizadamente na área receptora. Em cada sessão conseguimos colocar de 3.500 a 7.000 fios em média, isto, pois há uma variação do numero de folículos na área doadora de pessoa para pessoa, ou seja, que têm mais densidade na área doadora transplanta têm mais cabelo e vice versa, a densidade da área doadora também pode variar dependo do numero de procedimentos prévios já realizados. O fato referido influência o número de procedimentos para se atingir uma boa densidade de cabelos.

Concomitantemente a separação dos fios o cirurgião e seu auxiliar, checam o desenho da linha pilosa frontal já programada. Esta linha pilosa frontal deve ser levemente assimétrica e com uma delicada sinuosidade. Nenhum ser humano tem o rosto totalmente simétrico, o intuito do implante de cabelos é imitar a natureza. Além da preocupação da linha pilosa frontal preocupa-nos a linha pilosa posterior que também deve apresentar grande naturalidade. De posse dos folículos pilosos utilizando lâminas oftalmológicas, as mais delicadas que existem no mercado, e material microcirurgico, iniciamos a colocação dos folículos, um a um, na linha pilosa frontal com faixas de 1 fio de cabelo, que propicia naturalidade muito próxima do normal, seguidas de 2 ,3 e finalizando com 4 e 5 fios aonde desejamos mais volume. A distância que separa os folículos atualmente com a microlamina oftalmológica e em torno de 1 mm muito próxima da que existe em couro cabeludo normal. A inclinação da colocação dos fios deve ser a mesma dos cabelos restantes, por isso não se deve cortar os cabelos algum tempo antes da cirurgia, no caso de paciente sem nenhum cabelo a inclinação respeita nossa observação e estudos realizados. Antes de transplantarmos os folículos banhamos os enxertos em fatores plaquetários de crescimento, sub produto do processamento do sangue do paciente, este aumenta a integração dos enxertos no couro cabeludo favorecendo neo vascularização.

O transplante de cabelos em uma região que já tenha cabelo não lesa os folículos pilosos que já existem na área receptora, pois estes folículos já existentes são respeitados, os folículos são colocados paralelamente a eles. Pode sim ocorrer um fenômeno que se chama eflúvio telogênico pela agressão do couro cabeludo levando a uma queda temporária destes cabelos que lá já existiam, porem voltam com o tempo. Em nossa opinião a utilização de laser no transplante de cabelos para a enxertia dos folículos é limitada, pois somente realiza o orifício que realizamos com microlamina e tratando-se de uma energia condensada, dissipa calor para as laterais do furo e se haver folículos lateralmente são danificado, as vezes mortos, este equipamento só se presta a calvícies sem nenhum cabelo, porem mesmo nestes caso onera grandemente os custos não trazendo beneficio.

Ao termino do implante capilar são colocados em média 1650 folículos por sessão, num período de 5 horas em media, mas em decorrência ao preparo monitorizarão e curativo, o paciente se mantém no centro cirúrgico por 7 horas em media. Vale a pena salientar que ao nosso entender tempos menores de cirurgia mesmo com equipe maiores não é possível a colocação de tantos folículos, e em tempo maior de cirurgias fatigamos a equipe e aumentamos em muito o tempo em que o paciente fica anestesiado.
Logo após a limpeza da cabeça é realizado um curativo que se manterá por 1 dia, isto é imprescindível para o sucesso da cirurgia, pois mantém estáveis os folículos em seus leitos e não deve ser retirado em hipótese nenhuma sem ordem médica. O paciente vai para o quarto descansa um pouco, se alimenta e então tem alta, com dois medicamentos um antibiótico e um analgésico. A dor pós operatória é controlado com os analgésicos. Em casa o paciente deve permanecer em repouso, com a cabeça mais elevada que o tronco e com alimentação leve. No outro dia no consultório o paciente tem o curativo retirado e os cabelo lavados. São orientados os cuidados a serem tomados com os novos cabelos, principalmente em relação a sua limpeza, cuidadosa nos primeiros dias, utilização de um boné ou lenço para a proteção do local inclusive logo após a retirada do curativo. Após o segundo ou terceiro dia de cirurgia o paciente pode apresentar um grau variável de inchaço na testa que progressivamente vai para os olhos, raiz do nariz até desaparecer progressivamente. Atividades físicas leves são liberadas após o quarto dia. Lavar os cabelos normalmente é liberado após 1 semana. Atividades físicas após 10 dias, sol após 4 semanas. Tingir os cabelos após 1 mês na área não transplantada, e após 2 meses na área transplantada.

A grande maioria dos cabelos transplantados começam a crescer nos primeiros dias, porem cai após algumas semanas, pois os cabelos interpretam a cirurgia com uma agressão, lembrem do ciclo do couro cabeludo, eles voltam a crescer em torno de 3 a 6 meses. Alguns cabelos no início do crescimento podem crescer com um aspecto um pouco diferente do normal porem é transitório.

Um resultado praticamente definitivo pode ser observado em torno de 7 meses quando os cabelos já nasceram e cresceram o suficiente. Uma nova sessão pode ser realizada após a 8 meses da primeira. Em casos de uma segunda sessão, as vezes o crescimento demora um pouco mais de 3 a 6 meses.

Na primeira consulta deve ficar claro que no transplante de cabelos retiramos cabelos da área doadora e os distribuímos em uma área receptora geralmente maior que a doadora, portanto é obvio que o volume de cabelo obtido é menor que da área receptora. Este volume é diretamente proporcional a área que queremos cobrir, ou seja pequenas calvície tendem a ter um volume melhor com 1 procedimento que grandes calvícies, que geralmente necessitaram de mais um procedimento. Outro fato importante a salientar é que os cabelos transplantados nunca mais caem porem o cabelo que já se encontrava na região transplantada e em suas proximidades se estiverem na região acometida pela calvície androgenética podem cair um dia, pois a calvície androgenética é evolutiva, levando a necessidade de um novo procedimento. Compete ao profissional realizar um transplante que fique esteticamente favorável mesmo com somente uma sessão em relação a naturalidade.

 

Clínica Sandro Salanitri

A Clínica Sandro Salanitri é especialidaza em cirurgia da calvície estética e reparadora, realiza do transplante de cabelos a complexas reconstruções de couro cabeludo inclusive com expansão de couro cabeludo. Também atua na cirurgia plástica estética e reparadora. Com equipe multidisciplinar oferece também tratamento cosméticos, como drenagem corporal e limpeza de pele. Conta com amplo consultório particular com diversas instalações, inclusive com auditório para aulas e palestras e estacionamento próprio.

 

Dr. Sandro Salanitri

Dr Sandro Salanitri é Cirurgião Geral e Cirurgião Plástico. Formou-se e fez residência medica em Cirurgia Geral e Cirurgia Plástica na Faculdade de Ciências Médicas de Santa Casa de Misericórdia de São Paulo. Mestre em Medicina Pela Faculdade de Ciências Médicas da Santa casa de São Paulo. Cirurgião Plástico 2º. Assistente do Hospital da Santa Casa de São Paulo. Membro titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica e Membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia da Restauração Capilar.


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